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Assim como a menstruação durante os anos reprodutivos, o sangramento uterino do recém-nascido do sexo feminino é desencadeado pela descamação parcial do endométrio em resposta a retirada de progesterona placentária, daí o termo menstruação neonatal.
A incidência global da menstruação neonatal evidente varia de 3,0 a 5,2%. Porém, estudos relatam também a incidência de sangramento uterino oculto, detectado somente por citologia ou testes químicos, na ausência de sangramento vaginal visível, ocorrem em 25 a 61% dos neonatos do sexo feminino.
Recentemente, um estudo destacou que a menstruação neonatal, apesar de ser um fenômeno fisiológico, poderia explicar a endometriose que aparece precocemente na adolescência e em alguns raros casos mesmo antes da primeira menstruação. Algumas condições foram imputadas como facilitadoras como: baixo peso ao nascer, prematuridade e pós-maturidade, pré-eclampsia e incompatibilidade sanguíneo materno fetal.
Este estudo sugere que estas observações poderiam ser úteis para identificar crianças em risco de endometriose no futuro. No entanto, por ser um estudo retrospectivo, há limitações importantes como a falta de dados precisos sobre a gestação assim como o registro sistemático da menstruação neonatal.