Mecanismo da dor na endometriose

O complexo mecanismo que sustenta a origem e a manutenção da dor pélvica associada à endometriose, felizmente esta cada vez sendo mais bem compreendido e relaciona-se à interação entre os sistemas nervoso periférico e central. Fatores angiogênicos (angiogênese é o termo usado para descrever o mecanismo de crescimento de novos vasos sanguíneos a partir dos já existentes), neurogênico (por exemplo, fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF) e fator de crescimento do nervo (NGF) que também respondem à estimulação do hormônio estradiol, das prostaglandinas e das citocinas são relatados como aumentados no liquido peritoneal de mulheres com endometriose e acredita-se que suportem a sobrevivência das lesões endometrióticas.

Estas lesões enviam sinais aos neurônios da medula espinhal que ativam neurônios interconectados no cérebro por meio de sinapses inibitórias e excitatórias ascendentes e descendentes no sistema nervoso central. Assim, pensa-se que o microambiente endócrino e inflamatório que rodeiam os implantes contribuem para os mecanismos da dor na endometriose.