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Durante o encontro anual da Sociedade Americana de Medicina Reprodutiva ocorrido neste mês de outubro, o grupo do Professor Hugh Taylor da Universidade de Yale, apresentou um estudo em ratos no qual células estaminais derivadas de endométrio (células estaminais são células que podem se diferenciar em diversas linhagens celulares, inclusive endometriais, tendo a capacidade de se auto renovarem e de se dividirem indefinidamente) foram detectadas no cérebro destes animais.
Isto reforça a hipótese em torno de uma origem não menstrual da endometriose. Segundo o grupo, eles não ficariam surpresos se em algumas mulheres portadoras de endometriose fosse encontrado implantes microscópicos em outros órgãos distantes do útero em especial o cérebro o que poderia explicar alguns sintomas, além da dor pélvica, tais como a enxaqueca.
O próximo passo, segundo o Professor Hugh Taylor e sua equipe, seria descobrir o que atraem estas células para sítios distantes do útero.
Estes resultados podem confirmar “a síndrome da endometriose” e levar-nos para a compreensão de sintomas extras pélvicos apresentados por algumas portadoras desta doença.
Quando perguntados se esta pesquisa sugere que o tratamento clínico medicamentoso, ao invés de cirurgia, é o caminho a percorrer, eles responderam que sim e que estão esperançosos que este estudo possa contribuir para o desenvolvimento de melhores resultados no tratamento da endometriose.