Complexidade da dor relacionada à endometriose

Dor é o principal sintoma na maioria das pacientes portadoras de endometriose e sua gestão é um verdadeiro desafio para os médicos.

Devido às diferentes localizações das lesões na cavidade pélvica, as pacientes sofrem de dor visceral e somática ou ambos ao mesmo tempo. Dor visceral e somática são subtipos de dor completamente diferentes e, portanto, podem ser uma explicação para a grande variedade de sintomas das mulheres portadoras de endometriose.

Em geral, a geração de dor é uma interação complexa de mecanismos de sensibilização de nervos periféricos e áreas centrais. Hormônios e fatores psicológicos influenciam na sensação de dor e tornam o estado de cada paciente muito individual podendo levar a respostas exageradas conhecidas como hiperalgesia central.

Existem sintomas específicos e inespecíficos provocados pela endometriose. Sintomas específicos incluem cólica menstrual, dor pélvica acíclica, alteração do funcionamento intestinal, dor ao urinar e dor profunda durante relação sexual. Há também uma ampla gama de sintomas inespecíficos, como queixas inespecíficas do intestino e da bexiga, dor e sensação de cansaço nas pernas, náuseas e vômitos, desordens gástricas, dores de cabeça, tonturas, ovulação dolorosa, dor pélvica irregular, dor lombar inferior e fadiga crônica.

O tratamento da dor em pacientes com endometriose é muito complexo e requer uma estratégia de tratamento para cada paciente evitando assim procedimentos cirúrgicos desnecessários.