Aleitamento materno associado ao menor risco de endometriose

Um estudo realizado e publicado por investigadores do Brigham and Women’s Hospital de Boston mostrou que mulheres que amamentaram por longos períodos de tempo tiveram um risco significativamente menor de serem diagnosticadas com endometriose, oferecendo novas informações sobre uma condição que, até agora, apresentou poucos fatores de risco conhecidos e modificáveis. A duração da amamentação total e exclusiva foi significativamente associada à diminuição do risco de endometriose.

O estudo mostrou, portanto, que a amamentação foi inversamente associada ao risco de endometriose incidente. Este benefício pode ser devido a amenorréia (falta de menstruação) pós parto assim como por outros mecanismos.

Devido à natureza crônica e incurável da endometriose, o aleitamento materno deve ser incentivado para minimizar os riscos de endometriose naquelas já portadoras ou nas que por ventura possam desenvolvê-la mais tardiamente após uma gravidez. Este estudo reforça a importância sobre os benefícios da amamentação tanto para a mãe quanto para a criança.